Maximalismo e minimalismo: conheça essas tendências da moda

Muito se ouve falar em Minimalismo e Maximalismo: seja na arquitetura, nas artes ou na moda, as duas palavras estão em voga, representando movimentos fortes e opostos, que são amor para uns e ódio para outros.

No post abaixo vamos te apresentar tudo sobre o Minimalismo e o Maximalismo (sem deixar de falar das mini bags e maxi bags que nós amamos) e vamos te provar que os dois movimentos podem andar juntos sim! Vamos lá?

Minimalismo

Os anos 80 são conhecidos como a década do exagero. Como resposta a esse excesso, surgiu em Paris no final da mesma década e início da década de 90, o Minimalismo. Encabeçado por grandes nomes da moda japonesa, como Issey Miyake, Rei Kawakubo e Yohji Yamamoto, o movimento tinha como slogan “Less is more” e se destacava como funcional e intelectual.

A ideia era gerar uma imagem poderosa de moda com o mínimo possível. Para isso, eles criaram peças com acabamentos e modelagens impecáveis, em uma cartela de cores neutras, que incluíam preto, branco, cinza, marrom e marinho. As peças eram pensadas para durar diversas estações, por isso eram versáteis, essenciais e de qualidade, feitas com matérias primas nobres e shapes mais estruturados, que transmitiam elegância e sofisticação.

Com a globalização da ideia, surgiram ao redor do mundo outros estilistas que seguiram a mesma linha de raciocínio dos japoneses, dentre eles Jil Sander, Calvin Klein e Giorgio Armani. Esses estilistas apresentaram a alfaiataria masculina ao guarda-roupa feminino de forma suave e delicada, eliminando excessos de tecido e apresentando peças clean que se transformaram em objeto de desejo.

O movimento perdura até os dias atuais, ganhando cada vez mais adeptos, pois não é apenas uma fashion trend, mas sim um estilo de vida. O que também não significa que ele vá contra as tendências de moda. O objetivo é saber como as tendências se encaixam ao seu modo de vestir.

Em 2008, surgiu um movimento que virou parte integrante do minimalismo na moda: o Slow Fashion. Criado pela inglesa Kate Fletcher (consultora e professora de Design Sustentável), ele tem raízes no movimento “Slow Food” e incentiva que tenhamos maior consciência ao fazer nossas compras de moda, sabendo designar melhor o que vestir e o que não vestir e diminuindo o consumismo.

O movimento tem o objetivo de nos fazer comprar menos, mas comprar melhor. Ao escolher uma peça devemos pensar em quantas maneiras diferentes podemos utilizá-la; devemos optar por peças atemporais e de boa qualidade; pensar na forma como essa peça foi feita; escolher cores neutras ou que sejam fáceis de combinar (o que não significa que você não pode usar cores ou estampas: opte por cores primárias e estampas clássicas, como o xadrez). No lifestyle do Slow Fashion, o estilo é expressado através do contraste entre a modelagem das peças e as suas cores,  sem exageros.

Começar a praticar o Slow Fashion é algo cada vez mais comum e não precisa ser iniciado de forma abrupta: você pode ir aos poucos mudando alguns hábitos. Os especialistas dão cinco dicas fáceis para quem quer aderir ao movimento. A primeira delas é compor o guarda-roupa com peças clássicas, que se adequem bem ao seu estilo. O segundo passo é comprar peças versáteis: se você não encontrar pelo menos três formas de usar a peça, não a compre. O terceiro passo é não deixar nada estragado no guarda-roupa, pois quando você precisar da peça com urgência, não dará tempo de consertar e você vai acabar comprando outra. O quarto passo é se certificar de que tudo que você tem no seu armário, você usa e te faz sentir bem. O quinto passo é desapegar do que não se encaixa na lista acima. Caso você tenha alguma peça que você não consiga desapegar, guarde-a como lembrança.

O Slow Fashion – e o minimalismo característico dele – também vale para bolsas e acessórios. Compre bolsas clássicas, de materiais nobres: elas estarão sempre em alta. A ISLA possui várias bolsas atemporais, que são coringas do guarda-roupa de qualquer mulher. A Bolsa Clutch de Cetim Abaulada é uma dessas opções eternas que você pode usar de dia e de noite e ainda pode escolher qual cor mais combina com o seu estilo. Outro clássico minimalista da marca é a Bolsa Bucket em Tear Artesanal e Couro Natural Preta: tem shape consagrado e detalhes artesanais.

Maximalismo

Se para o minimalismo “menos é mais”, para o maximalismo “quanto mais, melhor”. Velho conhecido dos apaixonados por moda, o maximalismo é um movimento que nunca sai das tendências, e sempre se renova. A ideia aqui é a estética do excesso: looks cheios de opulência, cortes e formas exuberantes, brilhos, estampas, recortes e decotes, bordados, cores, enfim, vale tudo.

Dizendo assim, pode até parecer que o maximalismo se resume em um grande caos fashion, mas a verdade é que ele é o movimento perfeito para você se expressar, mostrar o seu potencial fashionista, sem parecer uma “árvore de natal”.

Não se sabe ao certo quando o movimento começou e quem foram os seus precursores, mas ele é tendência há anos, e assim como o minimalismo, é considerado um lifestyle. Grandes marcas são lembradas quando se fala em maximalismo: as já consagradas Versace, Dolce & Gabbana, Gucci, Balmain e Saint Laurent – par Anthony Vaccarello –, e as new brands Giuseppe di Morabito, Peter Dundas e The Attico, dão o significado literal ao termo.

O movimento é sempre lembrado pela ousadia – à la Anna Dello Russo –, mas se você ainda não está preparada para ousar, use o maximalismo de forma pontual: abuse de acessórios maxi e de combinações mais certeiras ao criar o look.

O maximalismo possui algumas características que sempre dão o tom e que estão em voga nas últimas temporadas. O primeiro deles é o adorado e odiado mix de estampas: a junção de diferentes prints no mesmo look pode causar estranheza no início, mas já é um clássico, levando em conta que estampas como o leopardo e o xadrez são considerados “o novo preto” e combinam com tudo. Se você estiver insegura, comece misturando estampas da mesma tonalidade. Agora, se você já é adepta, não tem regras: pode misturar poá, animal print, xadrez, listras, estampas psicodélicas – ciao Pucci – florais, desenhos étnicos…fica a seu critério. O que vale é o que fique esteticamente agradável.

Uma segunda característica são as cores. Se no minimalismo você só usaria tons sóbrios com uma pitada de cores primárias, aqui as combinações de cores opostas e complementares são extremamente bem-vindas. Tons fortes, neon e metalizados também entram no arco-íris, criando looks divertidos e statement.

O terceiro são as peças oversized. Com maxi tamanhos, casacos, camisas e jaquetas dão ar mais contemporâneo à produção e são muito confortáveis. Para não errar, escolha a terceira peça em tamanho grande (ou seja, aquela que é o complemento do look). Outra boa dica é juntar a peça de maxi size a outras justas, como casacões e micro saias ou jaquetões e slip dress.

O quarto – e último – são os maxi detalhes: mangas bufantes, babados volumosos, caudas extremamente longas, fendas chocantes e acessórios power, dão o ar a produção, mesmo ela sendo extremamente sóbria.

Um adendo que vale ser feito é que, se tratando do maximalismo, a linha entre o bom e o mau gosto é tênue. Por isso, nunca junte muita informação em um look só. Opte por unir apenas duas das características acima em uma mesma produção. Por exemplo, um vestido metalizado com babados é extremamente fashion; já um vestido metalizado, estampado e com babados é extremamente cafona.

Falando em acessórios maximalistas, tudo em tamanho grande traz o ar da tendência à produção. Bolsas grandes ou muito trabalhadas são as opções perfeitas para transformar um look básico em um look fashionista. A Clutch em Plumas Magenta da ISLA é um exemplo de bolsa maximalista que transforma qualquer produção. No hall das maxi bolsas, a da ISLA em Tear e Couro Natural com aplicação de Olho Grego é a tal peça statement que é a cara do maximalismo.

Maximalismo Minimal

Pode parecer estranho, mas a mistura do minimalismo e do maximalismo vem crescendo cada dia mais, provando que os dois movimentos podem andar lado a lado. O Maximalismo Minimal tem como princípio o uso de peças minimalistas complementadas por acessórios ou detalhes maximalistas. Para exemplificar: um look sóbrio de calça e camisa preta com sapatos, bolsas e bijoux coloridas; ou um slip dress adornado com um mega babado.

Cada vez mais, mulheres se identificam com o Maximalismo Minimal. Inclusive porque tem dias – ou épocas – que a mulher está mais inspirada e quer ousar e outros que ela quer apenas se sentir elegante, sem chamar atenção.

Um exemplo de mulher Maxi-minimal é Victoria Beckham. A ex-Posh Spice e atual estilista mudou de estilo com o passar dos anos: foi de fashionista maximalista para designer minimalista. Sua marca homônima possui peças atemporais e cores neutras, mas vira e mexe Victoria é vista em saltos altíssimos, abusando de vestidos de gala.

Agora que você já entendeu tudo sobre o minimalismo e o maximalismo na moda, conta pra gente: que tipo de mulher você é? Maxi, Minimal ou Maxi-Minimal?

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