Bolsas de Crochê: como criar looks com essa peça?

Não há nada mais atual no mercado de moda do que utilizar a tradição. E o que é mais tradicional do que peças handmade, feitas de formas artesanais e com materiais vindos da natureza? Quando pensamos nesse conceito, a principal técnica que vem à nossa mente é a do crochê.

Sempre versáteis, peças de crochê são uma ótima pedida para se adicionar ao guarda-roupa, já que vem sendo reinterpretadas season after season nas passarelas nacionais e internacionais. Mas, se engana quem pensa que ele é uma boa opção apenas para itens de vestuário: o crochê é a escolha perfeita para acessórios descontraídos como brincos, máscaras – essenciais nos dias atuais – e claro, bolsas.

Feitas de vários modelos, tamanhos e materiais, as bolsas de crochê são aposta certeira para tirar qualquer look da mesmice. 

Um pouco de história

Agulha certa e criatividade: esses são os dois itens principais para a tecelagem dessa prática. A palavra “crochê” vem de um termo do dialeto nórdico que significa “gancho”, em referência a ponta da agulha que puxa os pontos. Além disso, ele também é um derivado da palavra francesa “croc”, que possui o mesmo significado.

De acordo com registros históricos o crochê surgiu no século 16, mas sua origem ainda é indefinida: alguns historiadores acreditam que ele tenha surgido a partir de uma técnica de bordado para fazer bonecas, usada na China, e que se difundiu no Oriente Médio até chegar a Europa; já outros acreditam que ele tenha surgido na Arábia e que através das rotas comerciais do mediterrâneo tenha chegado até a Espanha.

Fato é que a arte de fazer crochê ganhou reconhecimento nos anos 1800 quando Éléonore Riego de La Branchardiere publicou um livro na França contendo diversos padrões a serem copiados pelas mulheres da época.

A confecção do crochê é uma rica técnica que pode ser desenvolvida à mão com diversos materiais. Um dos mais utilizados são os fios (que precisam ser contínuos) de lã, algodão, seda e mohair. O crochê também pode ser produzido com materiais que não são de origens naturais como nylon, poliéster e até fios de acrílico. 

Além das diversidades já citadas acima, o crochê possui ainda variados tipos de pontos que dão forma a diferentes estilos do mesmo. O crochê filet é ideal para fazer desenhos como de flores e é o que vemos em toalhas de mesa; o de grampo é excelente para confeccionar peças de roupa; o irlandês é o mais detalhista e mais rebuscado de todos; o peruano forma laços que unidos viram um tecido; e o crochê tunisiano (ou afegão) forma tecidos macios, com vários desenhos e que se assemelha bastante ao tricô.

As bolsas

Feitas com pontos simples, de diversas cores e adornadas com franjas e bordados, as bolsas de crochê são atemporais. As peças, além de serem uma ótima pedida artesanal, ainda fazem parte do movimento slow fashion, tão em voga nos dias atuais. O melhor de tudo? Existem em diferentes formatos, tamanhos, modelos, cores e com certeza uma vai te conquistar. Outro ponto legal é que elas são sempre exclusivas já que por ser fabricada a mão e com fios naturais, cada peça é única.

No estilo clássico existem as bolsas de crochê quadradas, ideais para quem gosta de uma bolsa bem organizada internamente e que sejam mais chiques. As retangulares são para quem curte carregar poucas coisas e são muito versáteis, pois circulam desde um encontro informal com as amigas até eventos noturnos. Já a clutch é ideal para usar nas produções para festas de arromba, pois são elegantes e fáceis de carregar.

Para quem gosta de inovar, a bolsa de crochê é uma forte aliada na hora de montar um visual cool.  As redondas trazem identidade ao outfit of the day por conta do formato e são ideias para quem não gosta de levar muita coisa a tiracolo. Já as ovais são para quem carrega muitos itens consigo: sempre cabe mais um batom ou os óculos ali. As bolsas saco são certeiras para quem curte um visual mais despojado e despretensioso. Dependendo do tamanho, elas servem até de mala para um final de semana longe da cidade grande. Mas cuidado: se ela estiver muito pesada, ela pode deformar.

Além de todos esses modelos, as cores, desenhos e adereços também são diferenciais: você encontra bolsas de uma única cor, coloridas, navy, com franjas, com bordados, com alças de madeira, com desenhos de olho grego, frutas, listras e até em formato de animais.

Como usar

Apesar de ser a cara do verão, as bolsas em crochê podem ser usadas em qualquer estação do ano – e em qualquer lugar do mundo – por conta de sua pegada artesanal. Além disso, são perfeitas para combinar com looks casuais, esportivos e de festas.

Para compor a produção é sempre importante ter em mente se você quer deixar a bolsa de crochê ser a atração principal ou apenas uma coadjuvante no look. Se optar pela primeira opção, escolha uma bolsa bold, com informação de moda e que contraste com a peça de vestuário. Caso não queira que ela seja protagonista tente alinhar a cor da bolsa com tons semelhantes ao da roupa.

Para os looks de festa é importante escolher uma bolsa menor, de preferência uma clutch. Se quiser usá-la pendurada no ombro opte por uma peça com a alça de um material mais nobre. Para o look esportivo as bolsas maiores fazem mais sentido, pois além de caber mais coisas ainda se integram a produção, dando a ideia que fazem parte do uniforme. Já para o look casual, não tem regras: vai de acordo com o que você carrega, com a roupa que você escolheu e com a atitude que você quer transmitir!

Para adicionar informação de moda ao look, uma boa pedida é usar a bolsa de crochê aliada a outro material, como fizemos em nossas criações que uniram o crochê à palha indiana, técnica milenar também conhecida como tela de rattan, e que já faz parte do repertório da ISLA. Agora que você já viu que a bolsa de crochê não tem erro, está na hora de escolher a sua e sair por aí toda trabalhada na tradição.

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