Eventos de Moda Online: veja como foram as principais semanas de moda no novo formato!

As semanas e eventos de moda são super importantes para a moda! São nesses eventos e coleções que vemos grande parte das tendências que vão dominar o mundo nos próximos 6 a 12 meses. Esses eventos também são responsáveis por gerar muitos empregos e movimentar toda a cadeia produtiva da indústria da moda.

No entanto, a pandemia do COVID-19 trouxe uma série de mudanças e incertezas para todo a indústria de moda a nível mundial. Uma das principais era: como fazer semanas de moda, lançamentos e apresentações de coleções com restrições de aglomerações, de viagens e isolamento social? 

A pandemia atingiu o seu ápice, lá na Europa, logo após a semana de moda de verão 2020, no início do ano, e gerou inclusive complicações para alguns desfiles que tiveram que acontecer sem público! A pressão por uma quarentena e isolamento social mais duros acabou gerando o cancelamento e adiamento de vários eventos, as semanas de moda, não ficaram de fora. 

A princípio, as semanas de moda masculinas e de alta-costura, marcadas para junho e julho deste ano, teriam sido todas canceladas ou adiadas sem remarcação prévia. 

Mas em um momento tão difícil para a moda em geral, com diminuição de vendas e do consumo de itens não-essenciais, a indústria têxtil e as marcas de moda tiveram que se adaptar e buscar novas maneiras de realizar seus lançamentos e apresentar suas coleções.

Eventos de Moda Digital

A primeira semana de moda do circuito internacional que anunciou, pela primeira vez na história, que aconteceria de forma completamente digital, foi a London Fashion Week. Dentre as maiores semanas de moda, a LFW já enfrentava um problema para inovar e resgatar a relevância que um dia já teve e viram esse cenário como uma oportunidade perfeita. 

A semana de moda online de Londres misturou a temporada feminina e masculina da temporada em uma plataforma online que contava com lookbook das coleções, além de vários conteúdos, mini-vídeos e lives das marcas. Com um formato mais experimental, a crítica mais uma vez apontou que a LFW digital não impressionou. 

Em seguida, a semana de moda de Paris anunciou que também faria uma semana de moda online, tanto para a Alta Costura, quanto para a temporada masculina, com grandes nomes no calendário. Com as várias inseguranças de fazer Alta Costura, um setor tão exclusivo e limitado, de forma digital, a PFW online conseguiu impressionar e trouxe vídeos, fashion films e produções de cair o queixo!

Já a semana de moda de Milão, a última da temporada, já teve a flexibilidade de optar por um formato híbrido. Poderiam ser feitos desfiles físicos ou online, de acordo com a opção das marcas do calendário. Na temporada em questão, só 3 marcas (Etro, Dolce & Gabbana e Jacquemus) optaram pelo formato físico com as restrições e medidas de segurança exigidas. 

Nesse contexto, algumas grandes grifes internacionais como Gucci e Saint Laurent também se prontificaram e abriram mão completamente dos calendários de moda que costumavam participar, optando por seguirem seus próprios calendários e fazer lançamentos independentes.

No Brasil, o São Paulo Fashion Week, que comemoraria seus 25 anos em um grande festival, também teve a sua edição do início do ano cancelada, assim como o Minas Trend, maior salão de negócios de moda da América Latina. Já o Dragão Brasil Fashion, evento de moda com foco em marcas do norte e nordeste do país, realizou uma semana de moda completamente digital, com desfiles físicos sem público, transmitidos ao vivo pelo canal do evento. 

Democratização e Novos Formatos das Fashion Weeks

Por um lado, havia o medo de que os novos formatos digitais não conseguiriam ser tão emocionantes quanto os desfiles, por outro, a possibilidade de quebrar a barreira de exclusividade das semanas de moda e falar diretamente com um público bem maior! Produzindo vídeos, desfiles e materiais de divulgação feitos para o meio digital, que apresentavam muito mais possibilidades que apenas desfiles gravados que estamos acostumados.

Em meio a isso, as marcas de moda, algumas já fragilizadas, precisavam inovar e atiçar o consumo, buscando uma recuperação econômica. Vimos de tudo um pouco: salas de exposição virtual, vídeos e fashion films, lives de mais de 12 horas consecutivas, gravações dos bastidores e até desfiles em 3D, tudo na expectativa de conquistar e reaquecer o consumo de moda no segundo semestre. 

Enquanto a semana de moda de Londres admitiu se tratar de um formato mais experimental e foi recebida com recepção mista e negativa, as semanas de Paris e Milão conseguiram voltar os olhares para seus lançamentos digitais e desfiles online com sucesso!

Como, no Brasil, esses eventos de moda não tiveram edições online e foram, realmente, cancelados, vimos muitas marcas tendo que se adaptar de forma independente a esse novo contexto. Mas a moda brasileira não deixou de fazer seus próprios lançamentos online. 

Algumas marcas realizaram seus desfiles digitais – sem público -, já outras, optaram por criar vídeos e produções feitas para as redes sociais, e o que não faltou: explorar o modelo de lives e interação ao vivo com o consumidor, formato online que dominou os principais canais de comunicação durante a quarentena. 

A Mistura do físico e digital

Por mais que todos esses eventos de moda e lançamentos digitais tenham acontecido como solução temporária à crise do COVID-19 e contexto de isolamento social, muitos especialistas afirmam que as consequências serão permanentes. 

Esse contexto abriu os olhos das marcas para novos formatos, novas possibilidades de criação e de interação com o público, inclusive para as que já não participavam das semanas de moda. Entender e saber navegar as possibilidades que as ferramentas digitais oferecem é super importante para ter sucesso nessa nova realidade. 

Mas não se engane: não é sobre esquecer do físico e só focar no digital. É aí que entra o phygital! Essa nova tendência fala sobre a mistura entre o físico (physic) e o digital, de forma a criar algo híbrido que explora da melhor forma as potencialidades do digital sem deixar de lado a importância do contato e das relações físicas e humanas que estabelecemos. 

O show deve continuar

Hoje, 6 meses depois do início da pandemia do COVID-19 no ocidente, muitos países têm começado a se recuperar e tomar medidas de flexibilização e retomada de atividades, mesmo com o risco de uma segunda onda da doença. E, setembro, é o mês mais importante do calendário de moda e também uma das semanas de moda mais importantes do ano! 

Nesse contexto, os eventos de moda também tem se flexibilizado e algumas semanas de moda e lançamentos já voltam a acontecer: 

Apesar dos EUA acumularem, hoje, o maior número de casos de coronavírus do mundo, a New York Fashion Week aconteceu dos dias 13 a 16 de setembro através da plataforma Runway360. Criada pelo CFDA, o site se concentrou no lado mais empresarial da semana de moda de Nova Iorque (conhecida como a mais comercial do circuito internacional) e trouxe showrooms virtuais e uma seção de e-commerce. 

Além disso, os desfiles presenciais puderam acontecer com no máximo 50 espectadores, desde que ao ar livre, com distanciamento social e uso obrigatório de máscaras.

A London Fashion Week ocorreu entre os dias 16 a 22 de setembro, de forma híbrida, com desfiles físicos sendo transmitidos ao vivo e sem distinção de gênero. Muitos estilistas optaram pelos desfiles físicos transmitidos ao vivo, um número bem pequeno optou por fazer desfiles com público – bem reduzido e distante. Mas a maioria das marcas do calendário escolheram apresentar vídeos pré-gravados e transmitidos online.

As celebridades, que costumavam sentar na primeira fileira desses eventos, agora aparecem por vezes conversando com os designers ou apresentando essas transmissões, como foi no caso da Burberry, que abriu a LFW. 

Próximos eventos para ficar de olho

A temporada de moda de Primavera/Verão, uma das mais importantes do ano, ainda não acabou e te contamos sobre o que mais ainda acontece para você ficar de olho!

A Semana de moda de Milão acontece dos dias 22 a 28 de setembro, com possibilidade de desfiles físicos – com intensas medidas de segurança – ou digitais. A MFW, apesar de ainda contar com grandes nomes, perde algumas marcas de peso, que não participarão do calendário nessa temporada, como Gucci e Moschino.

 A Paris Fashion Week é a última do calendário e ocorre dos dias 28 de setembro a 6 de outubro. Ainda não foi revelado qual será o formato da programação, mas a semana de moda foi a primeira a anunciar um regresso ao formato presencial dos desfiles. Resta acompanhar e ver o que nos aguarda!

Após ter a sua primeira edição do ano inteiramente cancelada, a segunda edição da São Paulo Fashion Week será 100% digital e acontecerá entre os dias 4 e 8 de novembro.

Mesmo dividindo opiniões, os desfiles e eventos de moda online ainda são muito importantes para propor tendências e auxiliar a indústria em um momento tão crítico quanto o atual. Por isso, ainda vale super a pena acompanhar as passarelas e produções virtuais.

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